Hoje que já não é mais hoje e sim um instante mutável do segundo que se esvai, conheci, conversei, entrevistei e vi para os que quiserem aqui ouvir… Maria Della Costa, Gentile Maria Marchioro, nascida em Flores da Cunha (RS), no primeiro dia do ano de 1926.
Mas não estou agora fazendo exaltação à atriz, mas descrevendo o que captei no olhar invencível e incrível de Maria… Como tantas as Marias deste Brasil, nossa Maria Della Costa tem percepção, razão, lucidez… Ah, minha Maria como diria Sandro Polloni, com o seu assoviar que não conheci mas ouvi falar e de uma maneira muito exclusiva fiz a trama e captei quando hoje estive no salão, melhor, na sala de teatro projetada e inaugurada por esse magnífico ator, empresário, cenógrafo, esposo, admirador, diretor de Maria Della Costa. Estávamos eu, minha esposa, Marcos, Ana, Cândido e Maria, mas Sandro, como não poderia deixar de ser, estava ali … Em sinergia, em presença espiritual e impregnada nos painéis e no resgate da mamória visual de Maria… Um trabalho genial, necessário do registro e da memória, e história… Executado bravamente por três escudeiros, estudiosos, pesquisadores, queridos amigos de Maria. É imprescindível dizer que não estão realizando obras póstumas, mas sim acervo e registro vivo, pois Gentile está ali, acompanhando tudo para o vindouro… O registro da memória do Tetrao Paulista, o registrar para a progênie e contemporaneidade.
Mas como já disse, estou agora registrando o possível do memorável, deste Canto da Cotovia, de Jean Anoulh, dirigido por Gianni Ratto, mas que está aqui e ali em Paraty… Que memória tem Della Costa, que visão tem Maria… Suas palavras são prospecção para o hodierno, amanhã e a genialidade de como ela fala do passar… Que não só passou, mas ficará e ficou… “A Boca de Cena”, a coxia, a classe de como Maria trata os espectadores (seu público) e a sensibilidade com que recebe o tablado. Muitas coisas só Joaquina sabe e só Joaquina viu, mas o movimento no Coxixo, que não tem coxixo, é constante. Marchioro, Maria, Della Costa, Gentile, Sra. Polloni, Dona Maria, viva… Viva…
Quero render hoje uma homenagem à pessoa, ao caráter, ao jeito que só Maria tem, a Você… O teu olhar como já disse, o teu sorriso, os amigos escassos (que se registre “amigos”), mas imutáveis. Maria não partirá nunca dos palcos da vida e muito menos dos palcos da esfera terrestre, palpável… Maria luta pela vida, corrida, pelos momentos instantes que nunca são estanques de todo seu carinho de “ser”, o estar não é necessário que se fale, pois Você está aqui… Grande aplauso a Gentile Maria Marchioro. Beijo,
De escritor, amigo, jornalista,
Marco